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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O subconsciente e o Modus operandi

Durante um período da minha vida eu me dediquei aos estudos da obra de Joseph Murphy, posteriormente conheci Louise Hay e outros.
Nesta semana resolvi iniciar a releitura da obra de Murphy "O Poder do Subconsciente", lido por duas vezes e consultado esporadicamente por diversas vezes.
Tal conteúdo tem uma linguagem simples, porém rica.
Confesso que consegui resultados bem satisfatórios após compreender, na época, a importância da reprogramação mental e o uso da linguagem. Reforço também que sua vibração muda e sua energia fica mais "elevada", e o conjunto pode ser potencializado também com a prática da meditação diária (muito importante).

Enfim, sobre isso, deixo um trecho para o seu deleite. Veja como é simples.
Muitos vão recordar o que já sabem.



engrenagem - modus operandi



DIFERENÇAS IMPORTANTES E MODOS DE OPERAR

       A mente subconsciente recebe as ordens que você lhe dá, baseada no que sua mente consciente acredita e aceita como verdadeiro.
       Quando você diz repetidamente aos outros que não é capaz de alguma coisa, sua mente subconsciente aceita isso ao pé da letra e providencia para que você não consiga alcançar o que deseja. Enquanto você insistir em dizer que "não posso ter este carro; não posso fazer esta viagem à Europa; não posso ter esta casa, este casaco de pele ou capa de arminho", pode ter a certeza de que sua mente subconsciente seguirá suas ordens e você passará o resto da vida sem ter essas coisas.
       No último Natal, uma jovem e bela universitária viu uma atraente e dispendiosa bolsa de viagem na vitrina de uma loja. Ela estava de viagem para Búfalo, em Nova York, onde passaria os feriados. Já ia dizer "não posso ter esta bolsa" quando se lembrou de algo que eu dissera em uma das minhas conferências: "Nunca conclua uma declaração negativa; inverta-a imediatamente e verdadeiras maravilhas ocorrerão em sua vida."
       Ela resolveu então dizer: "Esta bolsa será minha. Está à venda. Aceito este fato mentalmente e meu subconsciente fará com que eu a tenha."
        As oito horas da noite de Natal seu noivo presenteou-a com uma bolsa exatamente igual à que ela contemplara na vitrina e mentalmente identificara como sua às dez horas da manhã do mesmo dia. Ela enchera sua mente com o pensamento de esperança e deixara tudo a cargo da sua mente mais profunda, que sabia como realizar sua esperança.
 
       Essa jovem, estudante da Universidade da Califórnia do Sul, disse-me: "Não tinha dinheiro para comprar aquela bolsa, mas agora sei onde encontrar dinheiro e todas as coisas de que necessito - na valiosa casa da eternidade que há dentro de mim." 
       Outra imagem simples é a seguinte: quando você diz "não gosto de cogumelos" e pouco depois servem lhe cogumelos em molhos ou saladas, você terá indigestão porque sua mente subconsciente dirá: "O chefe (sua mente consciente) não gosta de cogumelos." Este é um exemplo divertido das importantes diferenças e maneiras de funcionar das suas mentes consciente e subconsciente.
        Uma mulher pode dizer: "Acordo às três horas da madrugada sempre que tomo café à noite." Sempre que ela tomar café, sua mente subconsciente a incomodará, como a dizer: "O chefe quer que você acorde esta madrugada." 
       A sua mente subconsciente funciona 24 horas por dia e toma providências em seu benefício, pondo todos os frutos do seu pensamento costumeiro em seu regaço.

Pg. 32/33 - Download


Agora já sabe: cuidado com o que fala e pensa.



  

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Condicionamento

Imagine que quase tudo que aprendeu está errado. Que quase tudo foi condicionado na sua mente para que interprete da forma como "eles" querem.



Isso aqui é só uma reflexão mesmo, já que o mundo como conhecemos está caindo em ruína.


Ligue o som e aperte o play.






quinta-feira, 8 de agosto de 2019

05 Reflexões de Krishnamurti

Se há um pensador que admiro, este é Krishnamurti


Jiddu Krishnamurti




1) - Criatividade através do autoconhecimento

Não existe método para o autoconhecimento. Buscar um método invariavelmente implica o desejo de conseguir algum resultado e é isso que todos nós queremos. Seguimos a autoridade – se não aquela de uma pessoa, então a de um sistema, de uma ideologia – porque queremos um resultado que será satisfatório, que nos dará segurança. Nós, realmente, não queremos compreender a nós mesmos, nossos impulsos e reações, todo o processo de nosso pensar, o consciente bem como o inconsciente; queremos antes buscar um sistema que nos assegure um resultado. Mas a busca de um sistema é, invariavelmente, resultado de nosso desejo de segurança, de certeza, e o resultado é, obviamente, não a compreensão de si mesmo. Quando seguimos um método, devemos ter autoridades – o professor, o guru, o salvador, o Mestre – que nos garantirão o que desejamos; e esse, certamente, não é o caminho para o autoconhecimento, não é? Sob o abrigo de uma autoridade, um guia, você pode ter, temporariamente, uma sensação de segurança, uma sensação de bem estar, mas isso não é a compreensão do processo total de você mesmo. A autoridade, em sua própria natureza, impede a integral consciência de si mesmo e, assim, finalmente destrói a liberdade; só na liberdade pode haver criatividade. Só pode haver criatividade através do autoconhecimento.

- Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life


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2) - Ação sem ideação

A ideia é o resultado do processo de pensamento, o processo de pensamento é a resposta da memória, e a memória é sempre condicionada. A memória é sempre do passado, e essa memória ganha vida no presente por um desafio. A memória não tem vida em si mesma; ela ganha vida no presente quando confrontada por um desafio. E toda memória, seja oculta ou ativa, é condicionada, não é? Assim, tem que haver uma abordagem totalmente diferente. Você tem que descobrir por si mesmo, internamente, se está agindo por uma ideia, e se pode haver ação sem ideação.

- Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life


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3) - Seus deuses estão dividindo vocês

O que está acontecendo no mundo? Vocês têm um Deus cristão, deuses hindus, maometanos com sua concepção particular de Deus, cada pequena seita com sua verdade particular; e todas estas verdades estão se tornando como muitas doenças no mundo, separando pessoas. Estas verdades, nas mãos de poucos, estão se tornando meios de exploração. Você vai de uma para outra, testando todas elas, porque começa a perder todo o senso de discriminação, pois está sofrendo e quer um remédio, e você aceita qualquer remédio oferecido por qualquer seita, seja cristã, hindu, ou qualquer outra seita. Então, o que está acontecendo? Seus deuses estão dividindo vocês, sua crença em Deus está dividindo vocês e, contudo, você fala de fraternidade do homem, unidade em Deus, e ao mesmo tempo nega a própria coisa que você quer descobrir, porque você se prende a estas crenças como o meio mais poderoso de destruir a limitação, ao passo que elas só intensificam isto. Estas coisas são tão óbvias.

 - Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life


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4) - Religião verdadeira

Você sabe o que é religião? Não é o canto, não é a execução do “puja”, ou algum outro ritual, não é a adoração de deuses de metal ou imagens de pedra, não está nos templos e igrejas, não está na leitura da Bíblia ou do Gita, não é a repetição de um nome sagrado ou seguir alguma outra nova superstição inventada pelos homens. Nada disto é religião. Religião é o sentimento de bondade, aquele amor que é como o rio, vivendo, se movendo eternamente. Nesse estado você descobrirá que chega um momento em que não há absolutamente mais busca; e esse fim da busca é o começo de uma coisa inteiramente diferente. A busca por Deus, pela verdade, o sentimento de ser completamente bom – não o cultivo da bondade, da humildade, mas a procura de alguma coisa além de invenções e truques da mente, o que significa ter um sentimento por aquele algo, viver nele, estar nele – isso é verdadeira religião. Mas você só pode fazer isso quando sair da poça que cavou para si mesmo e entrar no rio da vida. Então a vida tem uma forma surpreendente de tomar conta de você, porque então não há você tomando conta. A vida leva você aonde for, pois você é parte dela mesma; então não existe problema de segurança, do que as pessoas vão dizer ou não dizer, e essa é a beleza da vida.

- Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life


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5) - Como encontrastes Deus? "Krishnamurti não nega a existência de Deus"

Pergunta: Como encontrastes Deus?
Krishnamurti: Como sabeis, senhor, que eu encontrei Deus? Não riais, senhores. Esta pergunta é muito séria. Senhor, Deus pode ser conhecido? Deus pode ser achado? Prestai atenção, por favor. Deus é uma coisa que anda perdida e que temos de achar? Pode-se reconhecer aquela Realidade, aquele Deus? Se podeis reconhecê-la, então já tendes conhecimento dela; e se já tendes conhecimento dela, não é coisa nova. Se sois capaz de conhecer (experience) Deus, a Verdade, essa experiência é gerada pelo passado, e por conseguinte já não é a verdade e, sim, meramente, uma “projeção” da memória. A mente é produto do passado, do conhecimento, da experiência, do tempo; a mente pode criar Deus; ela pode dizer: “sei que isto é Deus”, “sei que tive a experiência de Deus”, “sei que há Deus, a voz de Deus me fala”. Mas isso é só memória, - a antiga reação do vosso condicionamento. A mente pode inventar Deus e pode experimentar Deus. A mente que é resultado do conhecido pode “projetar-se” e criar toda a sorte de imagens e visões; tudo isso, porém, se acha na esfera do conhecido. Deus não pode ser conhecido. Ele é totalmente desconhecido. Não pode ser “experimentado”. Se quando não há “experimentador” e não há “experiência”, só então pode a Realidade aparecer. É só quando a mente se acha no “estado do desconhecido” que pode surgir o desconhecido. Só depois de se apagar toda experiência, todo conhecimento, está a mente verdadeiramente tranquila, silenciosa, e nessa tranquilidade, que é imensurável, nessa tranquilidade, nasce Aquilo que não tem nome.
14 de fevereiro de 1954

- Krishnamurti, J. Krishnamurti, As ilusões da mente (páginas 55, 56)








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