"As únicas coisas novas são aquelas que foram esquecidas." (autor desconhecido)

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O DEUS DE BENTO DE ESPINOSA

Muito interessante para reflexão...


Nota: não quero aqui levantar polêmicas sobre a crença em Deus, mas apenas apresentar uma visão diferente, espero, desprovida de dogmas. Se você considera que os pensamentos de Albert Einstein trouxeram algum valor para a humanidade, acho que deveria conhecer um pouco mais sobre a visão do Divino do filósofo Espinosa, na qual Einstein acreditava. 

"A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original" - Albert Einstein

Em relação aos inúmeros questionamentos que recebeu se seria ou não ateu, certa vez, quando perguntado se acreditava em Deus, Einstein respondeu: "Acredito no Deus de Espinosa, que se revela na harmonia ordeira daquilo que existe, e não num Deus que se interesse pelo destino e pelos atos dos seres humanos." 
 

Retrato de Bento de Espinosa, aproximadamente de 1665.



Este é o Deus ou Natureza de Espinosa:

Se Deus tivesse falado:
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza.



Colaboração: Franco Falconi (Edmur Godoy)



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2 comentários:

  1. Grata Fábio, belissima postagem, é de uma profunda reflexão mesmo!!!, abraços de luz para voce JO....

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  2. *** Cristo queria que tivessem fé e acreditassem no que Ele ensinou. Ele não queria ser idolatrado, bajulado, adorado... As entidades superiores do bem, Cristo, apóstolos, anjos ou quem quer que seja não estão na dimensão da hipocrisia, bajulações, idolatrias..., que adoram adorador como vivem, hierarquicamente, as tais entidades do mal: QUEM É DO BEM NÃO QUER SER MELHOR E NEM MAIOR DO QUE NINGUÉM!
    Acredito que os ensinamentos do mestre e dos mestres do bem são o caminho para se aprender viver independente, liberto, amando uns aos outros, eternamente felizes no reino do amor, onde todos sabem viver e conviver dentro dos seus direitos e deveres, saudáveis, sábios para não precisarem de policiamento, chefes, advogados, médicos, dinheiro, representantes, e nem, das dependências, prisões, hierarquias que existem no reino do mal. Nisto eu tenho fé e acredito! (Certo ou errado?).
    *** Viver amplamente com a sabedoria conquistada do discernimento para saber viver, conviver amando a natureza e aos outros como a si mesmo, fazendo tudo que quiser e desejar dentro destes princípios... acredito estar de bom tamanho!

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