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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

UM MUNDO ONDE SEJA SEGURO AMARMOS UNS AOS OUTROS

Louise Hay



Capítulo Décimo Quinto - UM MUNDO ONDE SEJA SEGURO AMARMOS UNS AOS OUTROS

Ou destruímos o planeta ou o curamos. Irradie todos os dias energia de amor e de cura para o planeta. Aquilo que fazemos com as nossas mentes faz a diferença.



O planeta está a atravessar um período de mudança e de transição. É a passagem de uma velha ordem para a nova ordem. Algumas pessoas referem-se ao facto como o início da Era de Aquário - pelo menos é assim que os astrólogos gostam de descrever o fenómeno. Na minha opinião, a astrologia, a numerologia, a quiromancia e todos esses ou­tros métodos ligados à fenomenologia psíquica são modos diversos de descrever a vida. Descrevem a vida de uma maneira ligeiramente diferente.
Os astrólogos afirmam que estamos a sair da Era de Peixes e a passar para a Era de Aquário. Na Era de Peixes nós víamos nos outros a nossa tábua de salvação. Queríamos que os outros nos salvassem. Na Era de Aquário em que estamos a entrar, as pessoas começam a virar-se para dentro e a reconhecer que têm a capacidade de se salvar a si próprias.
É extraordinária a sensação de poder mudar aquilo de que não gostamos, não acha? Na realidade eu não sei se o planeta está a mudar assim tanto e à mesma velocidade que nós estamos a tornar-nos cons­cientes e despertos. Há muita coisa que tem estado a fermentar há muito tempo e que agora vêm à superfície, como é o caso da disfuncionalidade nas famílias, a pedofilia e todas as ameaças que pairam sobre o planeta.
Como com tudo o mais, em primeiro lugar temos de nos conscien­cializar antes de poder produzir a mudança. Do mesmo modo como fazemos mentalmente a limpeza da casa para podermos mudar, temos de fazer o mesmo em relação à Mãe Terra.
Começamos a olhar para o nosso planeta como um organismo uno, vivo, que respira, uma entidade, um ser em si mesmo. O planeta respira, tem um bater de coração e toma conta das suas crianças. Providencia tudo o que possamos necessitar. Está totalmente equilibrado. Se passar um dia na floresta ou algures na natureza, verificará quão perfeitos são todos os sistemas do planeta. Está tudo montado para viver uma existên­cia num perfeito e absoluto equilíbrio, em completa harmonia.
E assim aqui estamos, a grande humanidade, que sabe tudo e que anda a fazer o possível e o impossível para dar cabo do planeta, des­truindo todo o equilíbrio e harmonia. A nossa cobiça invade tudo. Pensamos que sabemos tudo, mas a nossa ignorância e cobiça estão a destruir este organismo vivo, que respira, do qual somos parte inte­grante. Se dermos cabo da Terra, para onde vamos viver?
Eu sei que quando falo sobre cuidar do planeta, as pessoas ficam esmagadas com a dimensão dos problemas que estamos a enfrentar. Parece-nos que uma pessoa só não poderá fazer grande coisa e não terá poder para afectar seja o que for na globalidade do sistema. Mas isso não é verdade. Se todos fizessem um pouco que fosse, o resultado da soma seria à partida imenso. À primeira vista, podemos até não ver resultados nenhuns, mas acredite em mim, a Mãe Terra sente por todos nós.
No meu grupo de apoio aos doentes com sida temos uma mesinha para venda de livros. Recentemente esgotaram-se os sacos para pôr os livros e eu pensei que podia juntar os sacos das compras. Ao prin­cípio pensei "Se calhar não serve para nada, porque também não ar­ranjo assim tantos sacos até ao fim da semana." Estava enganada! Havia sacos por todos os lados. Um dos meus colaboradores teve o mesmo resultado e disse que não fazia ideia do número de sacos que usava por semana até ter começado a juntá-los. Se fizermos as contas em relação à Mãe Terra, são imensas árvores que nós estamos a abater só para usarmos uns sacos de papel durante uma ou duas horas e que, normalmente, acabam no caixote do lixo. Se não acredita, tente fazê-lo durante uma semana: junte os sacos que recebe nas lojas e veja bem quantos é que utiliza.
Agora quando vou às compras levo sempre um saco de pano e, quando me esqueço dele, peço um saco grande e se for a outras lojas, ponho tudo no mesmo saco, em vez de coleccionar uma série de sacos, saquinhos e saquetas. Ninguém fica a olhar para mim de soslaio. As pessoas nas lojas acham que é uma atitude sensata.
Na Europa, já usam há muito tempo os sacos de pano: um amigo meu de Inglaterra, que veio visitar-me, adorava ir ao supermercado porque gostava de juntar os sacos de papel para levar para casa. Achava que era uma coisa muito americana e muito fina. É capaz de ser uma tradição muito engraçada, mas a realidade é que temos de começar a pensar globalmente e a considerar os efeitos que estas tradições pro­duzem no meio ambiente.
Os americanos, em especial, têm uma fixação relativamente às embalagens dos produtos. Aqui há uns anos fiz uma viagem ao México e fui visitar um daqueles mercados tradicionais. Fiquei absolutamente fascinada com a maneira como apresentavam os legumes e fruta sem ser encerada. Lógico, não tinham metade da apresentação da nossa fruta, mas tinham um ar natural e são. As pessoas que iam comigo, no entanto, acharam que tudo aquilo tinha um aspecto miserável.
Num outro canto do mercado havia uns jarrões abertos com espe­ciarias em pó. Fiquei novamente fascinada com toda aquela profusão de cores. Os meus amigos disseram que nunca comprariam especiarias naquelas condições. Fiquei espantada e perguntei por quê. Responderam-me que aquilo não tinha higiene nenhuma. Voltei a perguntar por que e então disseram que era porque não estava embalado. Não pude evitar uma gargalhada. Onde é que eles pensavam que as especia­rias estavam antes de serem embaladas? Habituámo-nos de tal forma a ver as coisas apresentadas de uma determinada maneira que se torna difícil aceitá-las se não vierem com todos os folhos, lacinhos e laçarotes.
Temos de estar dispostos a ver os pequenos ajustes que podemos fazer a favor do ambiente. Mesmo que tudo o que faça seja comprar um saco de pano para ir às compras ou fechar a água enquanto escova os dentes, esse pequeno gesto já é um grande contributo.
No meu escritório reciclamos o mais possível. O homem da manu­tenção do nosso prédio vem todas as semanas recolher todo o papel que deitámos fora para o levar para a fábrica de reciclagem. Reutilizamos todos os envelopes almofadados que recebemos. Utilizamos papel reciclado sempre que possível nos nossos livros, apesar de sair um bocado mais caro. Às vezes há escassez no mercado, mas nós insistimos sempre porque temos consciência de que se houver uma procura forte, os fornecedores de papel acabarão por tê-lo sem­pre disponível. Isto funciona assim em todas as áreas da conservação. Ao criar a procura de qualquer coisa, podemos estar a ajudar com a nossa força colectiva a curar o planeta.
Sou também uma jardineira biológica e em casa faço o meu pró­prio adubo para o jardim. Tudo o que seja vegetal vai para aquela pilha. De minha casa não sai uma folha de alface nem uma folha de uma árvore. Eu acredito em devolver à terra aquilo que ela nos dá. Tenho amigos que guardam para mim todos os restos dos legumes. Metem-nos num saco de plástico no congelador e quando me vêm visitar, despejam o saco no meu silo dos adubos. Naquele silo entra lixo e sai húmus enriquecido com nutrientes para as minhas plantas. Por causa das minhas práticas de reciclagem, o meu jardim produz o suficiente para as minhas necessidades, além de ser lindo.

Alimente-se com Comida Nutritiva

O nosso planeta foi concebido para nos proporcionar tudo o que necessitamos para cuidarmos de nós. Tem todo o alimento que neces­sitamos. Se comermos a comida que a terra nos dá seremos saudá­veis, porque isso faz parte da natureza das coisas. Contudo, na nossa grande inteligência, desenvolvemos alimentos como os Twinkies e depois espantamo-nos com o facto de a nossa saúde não andar tão bem. Muita gente fala de dietas, mas só da boca para fora. Dizemos "Sim, sim, eu sei", enquanto metemos uma coisa qualquer carregadinha de açúcar na boca. Duas gerações após terem surgido as Betty Crocker e as Clarence Birdseye deste mundo, as percursoras das co­midas pré-embaladas - e na altura todos abrimos a boca de espanto e dissemos "Isto é maravilhoso" -, a realidade é que há gente neste país que nunca provou comida a sério. Hoje em dia é tudo enlatado, pré-cozinhado, congelado, tratado quimicamente e, recentemente, a co­mida vem preparada para ir directamente para o microondas.
Recentemente li também que o sistema imunitário dos nossos jo­vens militares não é tão robusto como o dos jovens de há vinte anos. Se não alimentarmos o corpo com comida natural, tão necessária para o crescimento e para o fortalecimento, como podemos esperar que dure uma vida inteira? Se adicionarmos as drogas, os cigarros e o abuso do álcool, mais uma pitada de autodestruição, está criado o ambiente perfeito para o florescimento das doenças.
Há bem pouco tempo tive uma experiência interessantíssima. Fre­quentei o assim chamado "Curso de Condutores Responsáveis". A minha turma era composta maioritariamente por pessoas acima dos 55 anos que estavam ali ostensivamente só para poder ter um des­conto de 3 a 10 por cento no seu seguro automóvel. Achei incrível porque passámos uma manhã inteira a falar de doenças - toda a espécie de doenças que podemos esperar à medida que vamos enve­lhecendo. Falámos de doenças dos olhos e de tudo o que podia correr mal ao nível dos ouvidos e do coração. A hora de almoço, 90 por cento das pessoas saíram disparadas para o primeiro restaurante de comida de plástico.
Mais uma vez ficou claro para mim que nós realmente não perce­bemos nada. Na América, o tabaco mata mil pessoas por dia. São 365.000 pessoas por ano. Creio que morrem de cancro outras 500.000. De ataque de coração morre um milhão. Um milhão de pessoas! Saben­do tudo isso, como é que corremos para os restaurantes de comida de plástico e desprezamos tanto os nossos corpos?

A Nossa Cura e a Cura do Nosso Planeta

Neste período de transição, a crise da sida tem funcionado como um catalisador. Esta crise tem demonstrado à saciedade o modo tão falho de amor e tão preconceituoso como nos relacionamos uns com os outros. Tratamos as pessoas com sida com tão pouca compaixão. Uma das coisas que eu gostava mesmo de ver acontecer neste planeta, e quero ajudar nesse sentido, é que o mundo se tornasse um local onde fosse seguro amarmos uns aos outros.
Quando éramos pequenos, queríamos que nos amassem pelo que éramos, mesmo que fôssemos demasiado magros ou gordos, feios ou tímidos. Viemos ao mundo para aprender o amor incondicional - em primeiro lugar por nós próprios, e depois para o podermos também transmitir aos outros. Temos que nos livrar da ideia do eles e nós. Isso não existe; o que existe é apenas nós. Não há grupos que sejam dispen­sáveis, ou que sejam menos que os outros.
Cada um de nós tem a sua lista daquelas pessoas por aí. A nossa espiritualidade é mentira enquanto mantivermos uma lista com uma pessoa dessas por aí que seja. Muitos de nós crescemos em famílias em cujo seio o preconceito era normal e natural. Este grupo de pessoas ou aquele não prestam. Para nos sentirmos bem, deitamos os outros abaixo. No entanto, enquanto insistirmos em afirmar que alguém não presta, aquilo que reflectimos realmente é que nós também não pres­tamos. Não se esqueça, nós somos o espelho uns dos outros.

Recordo-me quando fui convidada para o The Oprah Winfrey Show. Eu apareci na televisão acompanhada por seis pessoas com sida que estavam bem. Tínhamo-nos encontrado no dia anterior ao jantar e foi uma reunião incrivelmente poderosa. Quando nos sentámos à mesa, a energia era extraordinária. Eu comecei a chorar porque aquilo era uma coisa pela qual eu andava a lutar há tantos anos - transmitir ao público americano uma mensagem positiva, de que há esperança. Aquelas pes­soas estavam a curar-se a si próprias e não era nada fácil. A comunida­de médica tinha-lhes dito que iam morrer. Tinham tido que experimentar os mais variados métodos na base do ensaio e do erro e estavam dispostos a desenvolver-se e a ultrapassar as suas próprias limitações.
No dia seguinte gravámos o programa e foi um espectáculo lindo. Agradou-me particularmente ver mulheres com sida participar tam­bém no espectáculo. Eu queria que a classe média americana abrisse o seu coração e que se apercebesse que a sida não afecta apenas um grupo pelo qual não nutre qualquer simpatia. A sida afecta toda a gente. Quando eu entrei, a Oprah virou-se para mim, com as câmaras desligadas, e disse "Louise, Louise, Louise", chegou-se a mim e deu-me um grande abraço.
Acredito que nesse dia transmitimos uma mensagem de esperança. Eu ouvi o Dr. Bernie Siegel afirmar que existe sempre um caso de alguém que se curou de toda e qualquer forma de cancro. Por isso há sempre esperança e a esperança traz-nos possibilidades. Há sempre uma razão para trabalharmos, em vez de deitarmos as mãos à cabeça e dizermos que não há esperança, que já não há nada a fazer.

O vírus da sida está a fazer o seu papel - a ser o que é. A mim parte-se o coração ao perceber que tanta gente heterossexual vai ainda morrer de sida só porque o governo e a classe médica não estão a mexer-se com a rapidez necessária. Enquanto persistir o preconceito que a sida é uma doença "gay", o combate a esta doença não vai receber a atenção que tão desesperadamente necessita. Quantas pessoas "normais" terão de morrer até que a doença seja considerada legítima?
Eu penso que quanto mais depressa banirmos os nossos preconceitos e trabalharmos para uma solução positiva da crise, mais depressa o planeta se auto-regenerará. Todavia, o planeta não pode curar-se se permitirmos que as pessoas continuem a sofrer. Para mim, a sida faz parte da poluição do planeta. Sabe que há golfinhos a morrer na costa da Califórnia com doenças imunodeficitárias? Não me parece que seja devido às suas práticas sexuais. Temos vindo a poluir a Terra de tal forma que muito do que comemos já não nos faz bem. Andamos a matar o peixe nos rios e nos oceanos. Poluímos tanto o ar que agora temos as chuvas ácidas e o buraco na camada do ozono. E como se nada fosse, continuamos a poluir os nossos corpos.
A sida é uma doença terrível, mas, mesmo assim, o número de pessoas que morrem com sida ainda é muito inferior ao número de pessoas que morrem de cancro e de doenças cardíacas. A nossa inves­tigação está direccionada para a descoberta de remédios cada vez mais potentes que eliminem as doenças que nós próprios criamos, mas por outro lado não estamos nada interessados em mudar os nossos estilos de vida, nem a nossa dieta. Antes de pensar em mudar e em curar-nos, depositamos a nossa esperança em primeiro lugar na desco­berta de um remédio que acabe com a doença ou, em segundo lugar, na mesa de operações e nas remoções cirúrgicas. Não é grande res­posta porque o facto de suprimirmos conduz apenas a que os problemas se manifestem de maneiras diferentes. O mais incrível é saber que a medicina e a cirurgia cuidam apenas de 10 por cento de todas as doenças. É isso mesmo. Mesmo com todos os milhões gastos nos pro­dutos químicos, na radiação e na cirurgia, estes somente tratam 10 por cento das doenças.
Li um artigo em que era afirmado que as doenças do próximo século serão causadas por novas estirpes de bactérias que irão atacar os nossos sistemas imunitários debilitados. Essas estirpes de bactérias começaram a sofrer mutações de forma que os antibióticos de que dispomos não terão efeito sobre elas. É lógico que se fortalecermos o nosso sistema imunitário, mais rapidamente conseguiremos curar a nós e ao planeta. Não me refiro apenas ao sistema imunitário do nosso corpo; refiro-me do mesmo modo ao sistema imunitário mental e emocional.

A cura traz dois resultados diferentes. A cura tem de ser um esforço de equipa. Se estiver à espera que o seu médico o cure, ele pode tratar os sintomas, mas isso não cura o problema. A cura representa o assumir da nossa unidade e, para atingir a cura, terá de formar uma equipa com o seu médico ou o seu técnico de saúde. Hoje em dia já temos médicos que fazem uma abordagem holística, isto é, não tratam apenas a nossa sintomatologia, mas sim o ser integral.
Temos vivido sob um sistema de convicções erróneo, não só a nível individual, como também a nível social. Muitas pessoas dizem que as dores de ouvido são uma doença de família. Outras dizem que sempre que andam a chuva se constipam, ou que se constipam todos os inver­nos. Também é corrente a ideia que quando alguém no escritório apa­nha uma constipação ficam todos constipados, porque aquilo pega-se. "Contagioso" é uma ideia que contagia.
As pessoas falam imenso nas doenças hereditárias. Eu não creio que seja bem assim. Eu penso que nós apanhamos sim os padrões mentais dos nossos pais. As crianças são muito subtis. Imitam os pais, mesmo ao nível das doenças. Se o pai contrai o cólon cada vez que se irrita, a criança consegue captar esse movimento imperceptível. Não admira que uns anos mais tarde, quando o pai tiver uma colite, a criança venha também a sofrer do mesmo. Toda a gente sabe que o cancro não é contagioso, mas por que motivo umas famílias são mais atacadas que outras? Porque os padrões de ressentimento são os mesmos nas famílias. O ressentimento acumula e acumula até que explode através da manifestação do cancro.

Precisamos aumentar o nosso nível de consciência para poder fazer opções conscientes e inteligentes. Há coisas que nos horrorizam (faz parte do processo do despertar), mas passada a fase primeira da indignação, podemos começar a fazer algo para resolver esses proble­mas. Em todo o Universo, desde a pedofilia à sida, à situação dos sem-abrigo e à fome, todos esses problemas requerem o nosso amor.
A criancinha pequena que é amada e apreciada tomar-se-á um adul­to forte e confiante. Se não insistirmos em dar cabo do planeta e dos seus recursos, a terra poderá sempre tomar conta de nós. Não vamos pensar nas nossas limitações do passado.
Vamos sim abrir-nos ao potencial desta década incrível. Podemos fazer com que os últimos dez anos deste século sejam um tempo de cura. Temos o Poder dentro de nós para limpar os nossos corpos, as nossas emoções e todas as confusões que temos andado por aí a armar. Basta olhar à nossa volta para ver tudo o que precisa ser cuidado. As opções de vida de cada um terão um impacto tremendo no nosso futuro e no do planeta.

O Bem Supremo

Aplique o seu método de crescimento pessoal ao planeta. Se for um activista do ambiente e se esquecer de si, não poderá alcançar o equilíbrio. Verificar-se-á o mesmo se pensar apenas no seu cresci­mento e esquecer o planeta.
Vamos então ver o que podemos fazer para atingirmos o equilíbrio pessoal e do ambiente. Sabemos que os nossos pensamentos moldam e criam a nossa vida. Não conseguimos ser coerentes com a nossa filosofia a 100 por cento, mas aceitámos uma premissa básica: se que­remos mudar o mundo que nos rodeia, precisamos mudar a nossa maneira de pensar. Se queremos mudar o mundo à nossa volta, precisamos mudar as nossas ideias, não podemos continuar com a sepa­ração entre eles e nós.
Se toda a energia que despendemos a lamentar-nos dos males deste mundo fosse canalizada para afirmações e visualizações positivas, po­díamos começar a virar os acontecimentos. Lembre-se que cada vez que utiliza a mente nessa direcção é uma oportunidade de se conectar com pessoas que experimentam a mesma vibração. Por outro lado, se quiser perder tempo com juízos, críticas e preconceitos sobre o próximo, a sua ligação estabelece-se com pessoas no mesmo comprimento de onda. Contudo, a meditação, a visualização da paz, o amar-se a si pró­prio, liga-o definitivamente às pessoas que se dedicam ao mesmo pro­cesso. Mesmo em casa, ou doente na cama, é possível ajudar a curar o planeta, apenas através do modo como utilizamos a mente - pratican­do a paz interior. Robert Schuller, das Nações Unidas, disse um dia: "A raça humana precisa de saber que merece a paz." É mesmo verdade.

Poderemos provocar uma alteração no nível de consciência, se conseguirmos alertar os nossos jovens para o que está a acontecer no mundo e conseguirmos indicar-lhes os novos caminhos a seguir. Trans­mitir aos nossos filhos o sentido dos esforços de conservação é uma forma de estes se assegurarem da importância do trabalho que está a ser desenvolvido. Embora um grande número de adultos não queira assumir a responsabilidade pelo que se passa no mundo, podemos assegurar aos nossos filhos que um número crescente de pessoas por este mundo fora está cada vez mais consciente dos efeitos a longo prazo da poluição global e que estão cada vez mais empenhados no combate para alterar essa situação. É maravilhoso se a própria família se envolver numa fundação ecológica, como o Greenpeace ou a Earthsave, e nunca é cedo de mais para começar a transmitir às crianças que te­mos de assumir a responsabilidade do bem do nosso planeta.
Recomendo a leitura do livro de John Robbins, Diet For a New America. Acho interessantíssimo que John Robbins, herdeiro da multinacional de gelados Baskin-Robbins esteja a fazer o melhor que sabe para a criação de um planeta holístico e pacífico. É maravilhoso saber que alguns filhos das pessoas que exploram a saúde da nação conseguem dar a volta e fazer coisas para ajudar o planeta.
Os grupos de voluntários também estão a assumir uma série de iniciativas em áreas onde o governo falha redondamente. Se o governo não resolve os problemas do ambiente, não vamos ficar de braços cruzados à espera. Temos de nos juntar ao nível das bases e partir para a acção. Todos podemos ajudar um pouco. Procure saber onde o seu apoio é mais necessário. Faça serviço de voluntariado onde puder. Se não puder dar mais, dê uma hora por mês. As forças que vão ajudar a curar o planeta andam no fio da navalha. Estamos num ponto tal em que ou caímos para um lado e vamos todos pelo esgoto abaixo, ou caímos para o outro e curamos o planeta. Esta questão não é lá com eles - somos nós, individual e colectivamente quem tem de fazê-lo.
Vejo uma multiplicidade de oportunidades para uma integração das tecnologias científicas do passado e do futuro com as verdades espirituais de ontem, hoje e amanhã. Chegou a hora de juntar esses elementos. Ao compreender que um acto de violência tem origem numa criança traumatizada, podemos combinar o nosso conhecimento e as tecnologias para ajudar as pessoas a mudar. Não eliminamos a violên­cia a lançarmo-nos na guerra ou a atirar com gente para as prisões, deixando-as lá a apodrecer. Pelo contrário, é no desenvolvimento da autoconsciência, da autoestima e do amor-próprio que podemos en­contrar a resposta. Os instrumentos para a transformação estão dispo­níveis. Só temos de usá-los.

Lazaris tem um exercício maravilhoso que eu gostaria de partilhar convosco. Escolha um lugar qualquer na Terra. Pode ser onde quiser - no canto mais remoto ou mesmo ao dobrar da esquina - um lugar que queira ajudar a curar. Visualize-o como um lugar de paz, com pessoas bem vestidas e alimentadas, a viver em segurança e em paz. Todos os dias pare um momento para fazer essa visualização.
Ponha a energia do seu amor ao serviço da cura do planeta. Você é importante. As partilhas do seu amor e de todas as dádivas magníficas dentro de si vão possibilitar o início da mudança da energia predomi­nante neste maravilhoso e frágil planeta azul e verde a que chamamos a nossa casa.

E assim é!

Louise Hay


*Trecho extraído de livro disponível na internet



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