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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MUDANÇA E TRANSIÇÃO

Após ler o livro O PODER DENTRO DE VOCÊ, deixo um trecho para apreciação.
O livro foi publicado em 1991 - EUA - e Louise Hay já falava da "Transição".
Paz,
Fábio



Capítulo Décimo Quarto - MUDANÇA E TRANSIÇÃO


Há pessoas que preferem morrer a mudar.

Normalmente queremos que as outras pessoas mudem, não é ver­dade? Quando me refiro a outras pessoas, quero também incluir o governo, as grandes empresas, o patrão ou o colega, o IRS, os estran­geiros, a escola, o marido, a esposa, a mãe, o pai, os filhos, etc. - todos menos nós. Nós não queremos mudar. Queremos que tudo mude para que a nossa vida possa ser diferente. Contudo, como é óbvio, para que se opere qualquer mudança ela terá de partir de nós.
A mudança significa que nos libertámos dos sentimentos de isola­mento, de separação, solidão, raiva, medo e dor. Criamos assim uma vida plena, com uma paz magnífica, na qual podemos descansar e desfrutar a vida tal como ela nos é apresentada - e sabemos que tudo vai bater certo. Eu gosto de usar a premissa "A vida é maravilhosa e tudo está perfeito no meu mundo. Eu estou sempre em progressão para um bem ainda maior." Dessa forma, pouco importa a direcção que a mi­nha vida toma porque sei que será sempre maravilhoso. Daí eu poder desfrutar qualquer gênero de situação e de circunstâncias.
Numa das minhas palestras uma pessoa expressou que estava a passar por uma fase muito conturbada da sua vida e usava frequentemente a palavra dor. Perguntou-me se deveria usar outra palavra. Eu lembrei-me daquela ocasião em que tinha ficado com um dedo enta­lado numa janela que tinha fechado com força. Eu sabia que se ce­desse à dor ia passar um mau bocado. Quando aquilo aconteceu eu comecei logo a fazer trabalho mental e referia-me ao que eu sentia como uma sensação imensa no dedo. Ao recordar aquele momento, acho que ajudou imenso a sarar o dedo mais depressa e foi uma boa maneira de lidar com uma experiência que poderia ter sido muito desagradável. Uma pequenina mudança no nosso pensamento pode alterar tanta coisa.
Olhe para a mudança como se fosse a limpeza da casa. Se formos fazendo um bocadinho de cada vez, acabamos por limpar a casa toda. No entanto, mesmo que ainda não tenhamos acabado de limpá-la, os resultados começam a estar à vista. Se mudar um pouquinho que seja, em pouco tempo começará a sentir-se melhor.

No dia de Ano Novo estive na Igreja da Ciência da Mente da Cidade dos Anjos do reverendo O. C. Smith e ele disse uma coisa que me deixou a pensar:

o Ano Novo. Temos de perceber que o novo ano não nos vai mudar. O jacto de ser um ano novo não vai fazer a mínima diferença à vossa vida. A única coisa que vos poderá fazer mudar é a vossa vontade de mergulhar dentro de vós e fazerem vocês próprios à mudança que necessita de ser feita."

É verdade. As pessoas têm esta mania de fazer promessas no Ano Novo, mas como não fazem quaisquer mudanças interiores, as pro­messas depressa caem no esquecimento. "Vou deixar de fumar", ou coisas no gênero, as pessoas bem tentam, mas dizem as coisas num sentido negativo, em vez de informar o subconsciente sobre o que há a fazer. Numa situação dessas poderá dizer "Esvaziei-me de todo o desejo de fumar cigarros e agora estou livre.”.
Até ao momento em que efectuarmos as mudanças interiores, até estarmos preparados para fazer o trabalho mental, nada mudará no exterior. Porém, as mudanças interiores podem ser tão incrivelmente simples porque tudo o que precisamos mudar são apenas os nossos pensamentos.
O que pode fazer por si este ano que não tenha feito o ano passado e que possa ser positivo? Pare um momento e pense nesta questão. De que coisa gostaria de se libertar este ano à qual estava ainda tão agarrado o ano passado? O que gostaria que mudasse na sua vida? Está disposto a fazê-lo?
Há imensa informação disponível que o inspirará uma vez que esteja disposto a mudar. No momento em que o decidimos fazer, é notável o modo como o Universo conspira para nos ajudar. Traz-nos aquilo de que necessitamos. Pode ser um livro, uma cassete, um professor ou até um amigo que faz uma observação de passagem e que de re­pente assume um sentido profundo.
Às vezes a nossa situação pode piorar ainda mais, antes de come­çarem as melhoras, mas está tudo bem porque isso é o princípio do processo. O velho emaranhado começa a desfazer-se, por isso flua com a situação. Não entre em pânico e não pense que consigo nada funciona. Continue a fazer as suas afirmações e a plantar as suas novas convicções.

A Progressão

Evidentemente, desde o momento em que decide fazer a mudança até obter a prova, existe um período transitório. Vacila-se entre o novo e o velho. Vai andar de trás para frente e de frente para trás entre o que era e o que gostaria que fosse ou o que gostaria de ter. É um processo normal e natural. Me farto de ouvir pessoas dizer "Eu já sei isso tudo." Eu pergunto-lhes: "Estão a fazer alguma coisa nesse sentido?" Saber o que fazer e fazê-lo são dois passos diferentes. Leva o seu tempo até se fortalecer no novo sistema e conseguir dar a volta completa. Até lá é preciso estar vigilante nos seus esforços de mudança.
Muitas pessoas fazem as afirmações duas ou três vezes e desistem. Depois dizem que as afirmações não funcionam, que é uma idiotice, ou coisa que os valha. Temos de conceder-nos algum tempo para rea­lizar a mudança; a mudança requer acção. Tal como eu disse, o que pesa mais é o que você faz depois das afirmações.
À medida que vai atravessando o período de transição, lembre-se sempre de se louvar por cada pequeno passo em frente. Não se casti­gue por um retrocesso, senão a mudança torna-se opressiva. Use todos os instrumentos que tiver à mão para passar do velho sistema para o novo. Certifique-se que a criança dentro de si se sente segura.

O escritor Gerald Jampolsky afirma que amor é libertar-nos do medo e que ou há amor ou há medo. Se não viermos desse espaço de amor no nosso coração, então estamos afundados no medo e todos esses estados, como o isolamento, a separação, a raiva, a culpa e a solidão fazem parte do síndroma do medo. Queremos evoluir do medo para o amor e atribuir ao amor um lugar cativo em nós.
Há uma variedade imensa de maneiras de mudar. O que faz no seu dia a dia para se sentir bem? Com certeza que não é criticar as outras pessoas ou achar-se uma vítima. Então o que faz? Como expe­rimenta a paz dentro de si e à sua volta? Se não o está a fazer agora, sente-se com vontade de começar? Está disposto a começar a criar harmonia interior e paz?
Outra pergunta a fazer é a seguinte: "Será que eu quero mesmo mudar?" Será que prefere continuar a queixar-se de tudo o que não tem na sua vida? Será que deseja de verdade criar uma vida muito mais maravilhosa do que a que tem agora? Se quiser mudar, você pode. Se quiser fazer o trabalho que isso implica, poderá mudar a sua vida para melhor. Eu não tenho qualquer poder sobre si e eu não posso fazê-lo por si. Não se esqueça nunca que o poder está em si.

Recorde-se que a manutenção da paz interior ajuda a estabelecer uma ligação com pessoas em paz e com ideias semelhantes às suas que se encontram espalhadas pelo mundo inteiro. A espiritualidade conecta-nos a todos neste planeta ao nível da alma. Este sentido de espiritualidade cósmica que agora começamos a sentir vai mudar o planeta para melhor.
Quando eu falo em espiritualidade, não me refiro forçosamente à religião. As religiões dizem-nos quem amar, como amar e quem é merecedor. Para mim, todos nós somos merecedores de amor e todos somos dignos desse amor. A nossa espiritualidade é a nossa ligação directa com a fonte superior e para esse efeito não necessitamos de intermediários. Comece a ver que a espiritualidade pode ligar-nos a todos no planeta a um nível muito profundo da alma.
Várias vezes ao dia poderá parar e pensar "Com que pessoas é que eu estou a ligar-me agora1." Faça esta pergunta periodicamente: "Eu acredito realmente nesta condição ou nesta situação1." Pense na questão. Pergunte: "O que é que eu sinto? Será que quero mesmo fazer o que esta gente me está a pedir para eu fazer? Porque é que eu ando a fazer isto?" Examine os seus pensamentos e sentimentos. Seja honesto consigo.
Descubra o que anda a pensar e no que acredita. Não viva a vida por rotina, com o piloto automático ligado, com a velha atitude: "E assim que eu sou e isto é o que eu faço." Por que razão o faz? Se não for uma experiência positiva e enriquecedora, descubra qual é a sua origem. Quando é que tudo começou? Agora já sabe o que pode fazer. Ligue-se à Inteligência dentro de si.

Stress É Mais uma Palavra para Medo

Hoje em dia fala-se imenso em stress. Toda a gente anda sob stress por qualquer coisa. O stress tornou-se numa palavra mágica e usamo-la a um ponto tal que eu penso que é uma desculpa. "Estou sob stress", ou "Isto gera stress", ou "Não aguento tanto stress."
O stress, quanto a mim, é uma reacção de medo às mudanças cons­tantes da vida. É uma desculpa que utilizamos para não assumirmos a responsabilidade dos nossos sentimentos. Se conseguirmos equacionar a palavra "stress" com a palavra "medo", então podemos começar a eliminar a necessidade do medo nas nossas vidas.
Da próxima vez que pensar que está cheio de stress, procure em si mesmo a causa do seu medo. Pergunte: "Por que razão estou a sobrecarregar-me? Por que razão estou a deitar fora o meu poder?" Descubra em si o que está a criar esse medo que o impede de atingir a harmonia interior e a paz.
O stress não é harmonia interior. Harmonia interior é estar em paz consigo. Não é possível sentir stress e harmonia interior ao mesmo tem­po. Quando em paz, fazemos cada coisa há seu tempo. Não deixamos as coisas apanharem-nos. Quando se sentir debaixo de fogo, faça qual­quer coisa para libertar o medo, para que possa fluir na vida sentindo-se seguro. Não use a palavra stress como uma desculpa. Não dê tanto poder a uma palavrinha tão pequena. Nada tem qualquer poder so­bre si.

Estamos Sempre a Salvo

A vida é uma sequência de portas que se fecham e se abrem. Va­mos percorrendo sala após sala e temos as mais variadas experiências. Alguns gostariam de fechar as portas aos velhos padrões negativos, aos velhos bloqueios, às situações que não nos trazem nenhuma mais valia. Alguns estão empenhados no processo de abrir novas portas e de encontrar novas experiências maravilhosas. Eu creio que já viemos a este mundo muitas e muitas vezes, e viemos para aprender as mais diversas lições. É como ir à escola. Antes de encarnarmos num dado espaço no tempo, escolhemos a lição que queremos aprender para poder evoluir espiritualmente. Uma vez escolhida a lição, escolhemos todas as circunstâncias e situações que nos vão permitir aprender a lição, o que inclui os pais, o sexo, o local de nascimento e a raça. Se chegou até esse ponto, acredite em mim, você fez todas as escolhas certas.
Conforme vamos atravessando a vida, é essencial não esquecer que estamos a salvo. Tudo é mudança. Confie no seu Ser Superior para orientá-lo e guiar nos caminhos que conduzem ao crescimento espiritual. Joseph Campbell disse um dia: "Segue a tua felicidade."
Visualize-se a abrir as portas da alegria, da paz, da cura, da prosperi­dade e do amor; as portas da compreensão, da compaixão, do perdão e da liberdade; as portas da apreciação de si próprio, da autoestima e do amor-próprio. O seu ser é eterno e vai continuar de experiência em experiência para sempre. Mesmo quando passamos a última porta neste mundo, isso não representa o fim. É apenas o começo de uma nova aventura.

Em última instância, nunca podemos forçar ninguém a mudar. Po­demos sim proporcionar uma atmosfera mental positiva onde tenham a possibilidade de mudar se assim o desejarem. Todavia, não o pode­mos fazer por ninguém. Cada qual está cá para aprender as suas lições e se tentarmos resolver os problemas por alguém, eventualmente esse alguém voltará a reincidir nos mesmos erros enquanto não aprender por si. Terá de decidir o que pretende fazer.
Ame as suas irmãs e irmãos. Deixe-os ser quem são. Saiba que a verdade está sempre dentro deles e eles podem mudar no momento em que o quiserem.




*Trecho extraído de livro disponível na internet



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2 comentários:

  1. Mudar é difícil porque significa partir para algo desconhecido e o ser humano tem muito medo do que não conhece (já até postei sobre isso).
    Durante muitos anos cliniquei e comprovei isso na prática.
    A Louise é ótima para esclarecer as coisas, não é?
    Abraços

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  2. Ótimo Atena, é verdade mesmo.
    Grato pela visita.
    Muita luz!

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