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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Krishnamurti: Como fazer propaganda dos ensinamentos?

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Do livro: Da insatisfação à felicidade - décima conferência - pág. 179


Pergunta: Eu gostaria de vos ajudar, fazendo propaganda de vossos ensinamentos. Podeis aconselhar-me a melhor maneira de fazê-lo?

Krishnamurti: Ser propagandista é ser mentiroso. (Risos) Não riais, Senhores. Porque propaganda é mera repetição, e a repetição de uma verdade é mentira. Quando repetis o que pensais ser a verdade, isso deixa de ser a verdade. Digamos, por exemplo, que repitais a verdade concernente à relação do homem com a propriedade, verdade que não descobristes por vós mesmo; que valor tem ela? A repetição nenhum valor tem; ela só embrutece a mente, e só podeis repetir uma mentira. Não podeis repetir a verdade, porque a verdade não é constante. A verdade é um "estado de experimentar", e o que se pode repetir é um estado estático; por conseguinte, não é verdade. Vede, por favor, a importância que isso tem. Estamos por demais acostumados a ser propagandistas, a ler jornais, a informar outros a respeito de tudo. O propagandista é um mero repetidor, e não um arauto da verdade; por essa razão a propaganda causa um imenso dano no mundo. O conferencista que sai a fazer propaganda de uma idéia, é em verdade um destruidor do pensamento, porque se limita a repetir a sua própria experiência ou a de outro. A verdade, porém, não pode ser repetida, a verdade tem de ser experimentada de momento a momento por cada um de nós. Agora, com essa compreensão, que podeis fazer para auxiliar os meus ensinamentos? O que podeis fazer é, unicamente, vive-los; por pouco que compreendais, por mais insignificante que seja a parte que assimilais, vivei-a plenamente – não superficialmente, mas com profundeza, com plenitude, o mais vitalmente, o mais intrinsecamente, o mais entusiasticamente possível. Então como uma flor no jardim, esse próprio viver espalha o seu perfume. Não precisais fazer propaganda para o jasmim. O jasmim faz a sua própria propaganda: sua beleza, seu perfume, sua delicadeza, dizem tudo. Quando não tendes essa delicadeza, essa beleza, então fazeis propaganda. Mas logo que houverdes compreendido um pouco, falareis a respeito dela, a pregareis, a proclamareis; em virtude da vossa própria compreensão, ajudais os outros a compreender, e assim a compreensão se propaga mais e mais e ganha terreno a cada dia. Positivamente, essa é a única maneira de fazer o que chamais "propaganda" – que é uma palavra feia. Senhor, como é que se dissemina um pensamento novo, um pensamento vivo, não um pensamento morto? Não é por certo, por meio de propaganda. Os sistemas se disseminam pela propaganda, mas um pensamento vivo é divulgado por um homem vivo, um homem que vive esse pensamento. Sem o viver, ninguém pode divulgar um pensamento vivo; vivei-o, e vereis. È como as abelhas que procuram a flor. A flor não precisa fazer propaganda do seu mel. As abelhas a procuram porque sabem que nela há néctar. Fazer propaganda sem possuir esse néctar é enganar os outros, é explora-los, é dividi-los, é criar inveja e antagonismo. Mas, se há o néctar da compreensão, por pouco que seja, ele se propaga como o fogo. Vós sabeis como se obtém o mel, quantas jornadas uma abelha faz da colméia para a flor, e o pouquinho de mel que colhe de cada vez. De modo idêntico, se em nossos corações existe néctar, se neles existe beleza, isso, por si mesmo, operará o milagre de revolucionar o mundo pela maneira mais completa. A compreensão é instantânea, ela não virá amanhã, porque nunca há compreensão no amanhã; só existe com preensão hoje, agora. O amor não está no futuro; nunca dizemos "Amar-te-ei amanhã". Ou amamos agora, ou nunca.



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