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quinta-feira, 10 de junho de 2010

2012 e profecias maias: a visão dos anciãos maias contemporâneos



ótima matéria... e ela mostra como somos o ponto de atração e para onde estamos caminhando, segundo nossos pensamentos sobre 2012. Será o fim?... Só depende de nossa consciência (nossos pensamentos, que criam a nossa realidade)... Vigiais os pensamentos...!!!

Paz & Luz
Fábio

A profecia desempenhou um papel importante na vida dos maias e ocupou uma posição de destaque na sua literatura. Predizer o futuro era a função de uns tantos dotados para isso – os chilam. A palavra significa porta-voz ou intérprete e eram os chilam que comunicavam ao povo as respostas dos deuses.

De um modo geral, as profecias maias são classificadas em quatro classes: profecias diárias, profecias anuais, profecias para katuns e profecias especiais do regresso de Quetzalcoatl ou Kukulcan.

As profecias diárias são mais propriamente um prognóstico do que uma profecia, feito por adivinhos e não pelos chilam. Cada um dos 260 dias do Tzolkin é especificado como sendo de sorte ou azar e muitos deles são seguidos por outros prognósticos para indicar se o dia é adequado para determinados empreendimentos, de sorte para determinadas profissões e ofícios, auspicioso para a sementeira de determinadas culturas, etc.

No entanto, as profecias anuais, para katuns e sobre o regresso de Kukulcan, pertencem definitivamente ao campo da profecia genuína. E por falar em profecia genuína, abundam “textos proféticos” (essencialmente na Internet) associados aos maias que não o são propriamente.


Os textos originais maias são vagos e alguns encontram-se incompletos, o que dá margem para todo o tipo de interpretações. Deste modo, surgiram interpretações pessoais dos mesmos acerca dos seus calendários e profecias e assim surgiu a criação do mito contemporâneo sobre o apocalipse em 2012. Ora, o ano de 2012 não marca propriamente o fim do calendário maia e quanto ao fim do mundo… Bem, pelo menos os maias, aparentemente, não disseram nada disso...


2012 é o final de um ciclo de tempo ou calendário maia chamado Conta Longa. Além deste, em 2012 terminam ainda outros ciclos ou unidades menores de tempo: fim de um período de 13 baktuns (equivalem a 5125 anos) e dos presentes katun (cerca de 20 anos) e baktun (equivalente a 144,000 dias ou 394,25 anos).

Para que um calendário tenha sentido, é necessário que a sua contagem de tempo inicie com determinada data de referência. Qual teria sido a data zero para o começo do calendário de Conta Longa? Têm havido vários estudos neste sentido e todos concordaram num único ponto: a contagem de tempo maia tem início com o hieróglifo 4 Ahau 8 Kumk’u. No entanto, como deve ser datado esse 4 Ahau 8 Kumk’u? Existem diversas teorias apoiadas em equações matemáticas com base em eventos históricos e astronómicos. No entanto, a data mais aceite é a de John Thompson, que fixou a data zero em 11 de Agosto de 3114 a.C.


(Porque será que o calendário maia começa muito tempo antes da sua efectiva época e porque será que os maias indicam um início fixo para o seu calendário? Há quem defenda que algo muito importante para os antepassados remotos dos maias deve ter acontecido naquela data. Estariam a calcular o tempo dos ciclos em que os seus deuses levavam para regressar do paraíso? Ou realmente calculavam os ciclos de vida da Terra?)


O calendário de Conta Longa dura então 5125 anos e termina em 13.0.0.0.0, data maia que, tomando-se como início do calendário em 11 de Agosto de 3114 a.C., corresponde à data gregoriana de 21/12/2012. Tal não significa que os maias esperassem pelo fim do mundo naquele dia - até porque os povos ameríndios não têm uma concepção linear de tempo que permita pensar num fim absoluto. Este ciclo muito simplesmente pode recomeçar, tal como para nós, o 31 de Dezembro é sucedido pelo 1 de Janeiro, para os maias o dia 22/12/2012 corresponderá ao dia 0.0.0.0.1. A maioria dos investigadores nesta área acredita que, após chegar à data “final”, o calendário se reiniciará.

Em nenhum lugar se diz que o ciclo actual será o último. Entre os imensos textos maias conhecidos, parece haver apenas um que faz menção à data de 2012 - uma inscrição encontrada nas ruínas de Tortuguero (sul do México). Um indício indirecto da mesma “profecia” encontra-se nos livros maias de Chilam Balam. E mesmo esses textos talvez não correspondam ao que entendemos por profecias. Embora os maias tivessem uma visão qualitativa do tempo - havia períodos "benéficos" e "maléficos" - tal não implica que fossem fatalistas.


Mas tudo isto são dados de pesquisas arqueológicas e outros estudos. O que pensam os maias contemporâneos acerca de tudo isto? Depois de quinhentos anos de escravidão, exploração, isolamento, discriminação e pobreza extrema, não é de admirar que os maias tenham perdido alguns dos seus conhecimentos, mas os grandes sábios preservaram-nos e ainda os passam de geração em geração.


Carlos Barrios descende de uma das mais antigas e sagradas linhagens maias e é um reconhecido antropólogo, especializado na História e cultura maias. É também membro do Conselho Guatemalteco dos Anciãos Maias, sacerdote e xamã.

Para ele, esta data não marca o fim do mundo: “os textos antigos religiosos e previsões feitas por profetas famosos têm sido amplamente interpretados por ignorância ou atitude fatalista. Na verdade, esta data é o início de um novo ciclo no calendário maia chamado Job Ajaw, ou O Quinto Sol. É um momento em que haverá um movimento para que tanto a Terra como a humanidade possam chegar ao próximo estágio da evolução. Uma mudança de consciência irá ocorrer, levando a um período de harmonia humana, de compreensão, paz e sabedoria. O período que marca o fim do Quarto Sol - agora - é quando corremos o risco de grandes conflitos e de catástrofes naturais em larga escala, mas está ao nosso alcance impedir que estes aconteçam. A consciência é de extrema importância (…) o nosso destino depende da nossa reacção aos eventos agora (…) Se estamos a promover uma visão positiva para o Quinto Sol, podemos evitar a histeria em massa e assumir a responsabilidade pelo nosso futuro (…) é preciso encontrar uma maneira de trabalhar juntos. Devemos esforçar-nos para viver uma vida simples, harmoniosa, que seja ecologicamente consciente. A solução está dentro de nós, mas não há tempo a perder.”
((( VEJAM O VÍDEO-MENSAGEM NO FINAL DESTA MATÉRIA )))


Outra pessoa que passou grande parte dos últimos 35 anos com povos indígenas é Drunvalo Melchizedek. Ele partilha da opinião de Barrios, de que é importante termos em conta a opinião dos maias de hoje, essencialmente a dos anciãos. Drunvalo reuniu-se com anciãos maias (bem como com os anciãos Hopi, que têm partes de profecias similares às dos maias) e considera que, apesar de 21 de Dezembro de 2012 ser a data do fim do actual calendário maia, tal não significa que algo espectacular vá acontecer nessa exacta data.

Segundo ele, os anciãos maias dizem que o calendário prevê mudanças na Terra e na consciência dos humanos e que ocorrem dentro de um período de sete anos por volta de 2012. A maior mudança terrestre nestes sete anos seria a mudança do pólo magnético seguida de uma mudança do pólo físico. Uma profecia da tribo Hopi afirma que grandes mudanças começariam quando uma "grande estrela azul" aparecesse no céu. Em 24 de Outubro de 2007 o cometa 17P/Holmes surpreendeu a comunidade astronómica, ao aumentar subitamente de brilho em mais de um milhão de vezes, passando de magnitude 17 para 2.8 em poucas horas. Foi observável por muitos dias a olho nu, na constelação de Perseu, assemelhando-se a uma pequena e brilhante estrela e continuou a "brilhar" com uma luminosidade fora do comum, deixando os observadores intrigados com o que causou o aumento repentino de brilho e se o cometa repetirá esta façanha. Em Novembro de 2007 o seu diâmetro aumentou até ser, temporariamente, maior do que o diâmetro do Sol - fotos profissionais dessa altura revelam uma grande bola de cor azulada. Segundo Drunvalo, os anciãos Hopi e Maia reuniram-se e concordaram que este cometa foi a estrela de que falam as suas profecias. Ao que consta, os anciãos maias estão actualmente a escrever um livro para estabelecerem um registro correcto do calendário maia e das suas profecias.


Na mitologia maia, os mundos ou eras vão sendo criados e destruídos ciclicamente por decreto dos deuses, para que haja um aperfeiçoamento do ser humano, uma evolução. Assim, o ano de 2012 poderá não ser o fim do mundo, o apocalipse, mas sim uma renovação do mesmo. A renovação implica destruição, o que não quer dizer que haja um fim absoluto, talvez apenas um fim do mundo como o conhecemos e como o interpretamos… Novo ciclo de criação e destruição, continuidade e descontinuidade, talvez um ciclo eterno… Bem, aguardemos o início da era do Quinto Sol.



Fonte Aqui




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VÍDEOS EXTRAS


A Mensagem dos Anciãos Maias: 2012 e o Retorno dos Homens Sábios



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Aviso da Nasa: Super Tempestade Solar em 2012



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National Geographic - Erupções solares (Solar Flares) [Parte 1 de 5]



a continuação do vídeo está no youtube (click aqui)

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Degelo Total da Calote Polar do Árctico em 2012



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