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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Os Extraterrestres somos nós

direto de Portugal

Investigador português da Universidade do Texas cria primeiro curso de Astrobiologia

:: 2009-05-29 Por Marlene Moura

Extraterrestres são tema de curiosidade por parte da população
Extraterrestres são tema de
curiosidade por parte
da população
Carlos F. Oliveira, docente português na Universidade do Texas, em Austin, tem-se dedicado à investigação da Astrobiologia, ou seja, ao estudo da possibilidade de existência de vida (extraterrestre) fora do planeta e cria agora o primeiro curso na área em Portugal.

“Tenho a certeza de que 99 por cento das pessoas que se inscreverão no curso acreditam que existe vida extraterrestre, tal como eu; embora outros irão mais levados pelos Media e curiosidade suscitada pela ficção científica”, assegura o investigador ao «Ciência Hoje», embora se distancie do estatuto e prefira ser apenas considerado como alguém que lecciona.

É licenciado em Astronomia, prevê concluir em Dezembro o doutoramento em Educação para a Ciência, com especialização em Astrobiologia e publicou, recentemente, um “paper” sobre a temática no «International Journal of Astrobiology», que se baseia no curso que criou e lecciona no Texas.


Há já um o enorme manancial de investigação a ser realizada nessa área e o próprio Carlos Oliveira tem apresentado trabalhos e seminários esclarecedores. Ainda no início deste mês, realizou a III Conferência de Astrobiologia do Reino Unido – intitulada «Os extraterrestres somos nós».

Tem tido enorme sucesso entre os da área, mas também entre os curiosos e famosos. “Dos mais conhecidos, lembro-me por exemplo de falar com a Jill Tarter – em quem se baseou a Jodie Foster para interpretar Ellie Arroway no filme «Contacto» –, com o Seth Shostak (SETI), com o Martin Rees, com o Frank Drake (dispensa apresentações este que é o “pai” da astrobiologia - com ele tive uma reunião privada de mais de meia-hora em que ele falou, falou, e falou, maioritariamente de… Portugal!), entre muitos outros”, escreveu no seu blog.


Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
Astrobiologia em duas tardes

Já recebeu um prémio a propósito de uma das suas apresentações e a partir daí surgiram inúmeros pedidos para a criação de cursos similares a nível internacional e um desses convites trouxe-o agora à cidade Invicta – a sugestão partiu de Catarina Lobo, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (UP).


A formação contínua «Astrobiologia: À procura de vida extraterrestre», a realizar-se nas tardes de 8 e 9 de Junho na UP, entre as 14h e as 19h30, e cujo prazo para inscrição termina a dia 3 do mesmo mês, “será apenas um sumário daquele que lecciono nos Estados-Unidos”, refere. O valor da inscrição é de 40 euros.

O curso focará matérias interdisciplinares relacionadas com a ideia de existência de vida fora do planeta e cobrirá temas científicos e sociais, integrando conhecimentos de astronomia, física, química, biologia, antropologia, psicologia, geologia, história, entre outros. O objectivo será essencialmente estimular o pensamento crítico, a criatividade e a especulação científica.

O docente avançou que este estudo sobre o passado, presente e futuro da biologia nos astros “abordará dois grandes temas: os «Extremófilos» (que vivem em condições extremas) e os «Planetas extra-solares» e os dois sub-temas «Comunicação com Extraterrestres» e «Imaginação e pseudo-ciência dos Ovnis».


Não existem evidências de que o mito de Roswell seja real
Não existem evidências de que
o mito de Roswell seja real
As inscrições já passaram o número mínimo de participantes e conta não só com alunos da UP, já que estão abertas a qualquer pessoa.

O mito de Roswell

A história moderna dos OVNIs começou há 60 anos com três acontecimentos: Arnold, Roswell, Adamski. O de Roswell é o mais famoso e deu mesmo origem a uma série televisiva com o mesmo nome.

Recorde-se que tudo começou quando a dia 8 de Julho de 1947, o Major Jesse Marcel, do batalhão da Força Aérea sedeado nesta cidade do Novo México, anunciou ao mundo que tinha recuperado um disco voador. O Major decidiu expor o disco voador à comunicação social, para horas depois fazer um desmentido e dizer que afinal se tratava de um balão meteorológico.

E a partir daí criou-se o mito – “do qual não há qualquer evidência de que é real”, afirma o astrobiologista, acrescentando que este é um tema que, em geral, cria um elevado interesse na população. Como projecto futuro, Carlos Oliveira pretende criar um departamento de Astrobiologia nos EUA.


Fonte: Cienciahoje.pt

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