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segunda-feira, 13 de abril de 2009

U.B.S - A maior lavanderia de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro!!!

Agoniza o segredo bancário suíço.

Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

A Suíça tremula. Zurique alarma-se!

Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basiléia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço. O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.

A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça, viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente. Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.

Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!

O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.

Mas, como resistir!??...

A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.

Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.

Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas. Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.

Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.

E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários. Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.

Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos. O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...

Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe, do Zimbabwe e da Mafia Russa?

Quantos atuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suíça?

Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?

Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram entrar na Suíca? Tudo lá ficou para sempre e em segredo...

A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.

Na mini-cúpula européia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.

"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.

No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.

Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas.

Hoje, estamos em crise. Viva a crise!!!

Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.

Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.

Sob que pretexto? Fraude fiscal.

Para muito breve, a queda do império financeiro suíço!

FIM

Um comentário:

  1. EURIII!\O/
    Meu rei a USA é o pior pais do mundo quanto a caracter e ordem.
    Veja bem o que eles fizeram com o dinheiro mundial,nos seus casinos apelidados de bolsas de valores.
    Tambem reveja a grande chacina,que foi cometida em nome do poder,do ouro negro dos arabes e da propia ganancia humana.
    A USA não esta de brincadeira porque o rabo dela esta na pista,e dessa vez por mais que tentam colocarem para baixo do tapete,vão ter que usar o aspirador de pó e vidros.
    Pois a USA esta falida!A verdade toda é que a USA queria impor que a Suiça,emprestasse o capital que tem acumulado de negros,brancos,e troianos (que não é pouco!!!)e a mesma recusou-se,e então ela venho com essa de quebra de singilo bancario...
    Mas não esquecemos que os maiores banqueiros são judeus meu caro,e esses por um centavo fazem o capeta parecer DEUS.
    Imagine tu quando o assunto fala de milhoes,bilhoes e trilhoes?
    Tá vai acreditando em tudo que tu vê,lê e a midia te repassa ,que isso aqui vai virar um blog de mexerico,alias vou avisar o www.merico.com sobre esse post.
    Pois não sei se isso é um copy-printy ou uma conclusão de uma reportagem mau acabada,sobre o mexerico.
    Se os Suiços fossem nós brasileiros meu caro,não viveria como os helveticos vivem,sobrevivem e sendo ou não honestos os caras mantem acordos e são uma nação.
    107.000 pessoas no trabalho de contar dinheiro não é para qualquer um meu caro.
    E o dia que a Suiça cair...ai então teremos novamente uma grande guerra,aonde os judeus precisaram venderem novamente,seus "irmãos" como fizeram na 2ª guerra.
    Vamos rezar para que isso não ocorra porque o Tio Sam quer dinheiroooo!E de uma forma ou outra vai conseguir!
    Disso você pode ter certeza!!!
    Abraços!

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